A ex-campeã peso-galo feminina do UFC, Ronda Rousey, expressou fortes críticas contra o Ultimate Fighting Championship, afirmando que já não reconhece a organização que um dia ajudou a elevar. Rousey acredita que o UFC se desviou do seu caminho após o substancial acordo de US$ 7,7 bilhões com a Paramount e a transição para o modelo de streaming. Segundo ela, a promoção agora prioriza a maximização do valor para os acionistas em detrimento da realização das melhores lutas e da compensação justa dos seus atletas.
Rousey lamentou que o CEO do UFC, Dana White, agora um funcionário e não mais um proprietário, seja incapaz de gerir a empresa como fazia antes. Ela argumenta que esta mudança tem efeitos prejudiciais, transformando o UFC de um destino principal para atletas de esportes de combate num dos lugares menos atraentes para se ganhar a vida.
Destacando as precárias situações financeiras enfrentadas por muitos lutadores, Rousey citou campeões atuais como Valentina Shevchenko recorrendo a plataformas como o OnlyFans. Rousey afirmou que é inaceitável que atletas vivam em níveis de pobreza enquanto o UFC movimenta bilhões. Ela enfatizou que a organização tem a responsabilidade de proporcionar um salário digno e uma compensação competitiva comparável a outros grandes esportes, caso contrário, corre o risco de perder os seus melhores talentos para o futebol, boxe ou outras modalidades. Rousey concluiu acusando o UFC de “ganância a curto prazo”, priorizando os ganhos financeiros imediatos para os acionistas em detrimento da sua responsabilidade de longo prazo de nutrir o futuro do esporte.

